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A sequência abaixo cobre o brasileiro que teve a perda da nacionalidade declarada antes de outubro de 2023 e quer o vínculo de volta, morando fora do país.
1. Confirmar se a perda chegou a ser formalizada, procurando a portaria no acervo do Diário Oficial da União pelo nome completo, ou pedindo certidão ao Departamento de Migrações do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
2. Reunir certidão de nascimento brasileira em inteiro teor atualizada, documento de identidade do país de naturalização, passaporte estrangeiro válido, comprovante de endereço e cópia da portaria de perda.
3. Traduzir por tradutor público juramentado os documentos emitidos em língua estrangeira e apostilar cada um deles pela Convenção de Haia na autoridade competente do país onde foram emitidos.
4. Protocolar o requerimento de reaquisição dirigido ao Ministro de Estado da Justiça, pelo consulado brasileiro da jurisdição de residência ou diretamente pelo sistema eletrônico do ministério, com declaração de que a naturalização foi voluntária.
5. Responder a eventual exigência de complementação dentro do prazo indicado na notificação, porque requerimento parado por falta de documento volta para o fim da fila de análise.
6. Guardar a portaria de reaquisição assim que ela sair no Diário Oficial, com número, seção e data, porque ela é o documento que o cartório e a Polícia Federal vão pedir depois.
7. Pedir o passaporte brasileiro no consulado e regularizar o CPF na Receita Federal, os dois papéis que devolvem a vida prática de brasileiro no exterior.
8. Regularizar a situação eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral e conferir se existe declaração de saída definitiva entregue à Receita Federal, para que o retorno da nacionalidade não crie dúvida sobre residência fiscal.
O passo um poupa a maioria das pessoas. Muita naturalização no exterior nunca virou processo administrativo no Brasil, porque a autoridade brasileira só instaurava o procedimento quando sabia do ato, em geral por comunicação do próprio interessado ou do consulado. Quem nunca foi notificado costuma seguir brasileiro em todos os registros e não precisa requerer nada.
O passo oito costuma pegar de surpresa. Título de eleitor cancelado por três ausências seguidas trava a emissão de certidão de quitação eleitoral, e sem ela a posse em cargo público e algumas operações bancárias emperram justamente no mês da volta.
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A nacionalidade readquirida retorna como originária, e não como naturalização. O parágrafo 5º do artigo 12 fala em readquirir a nacionalidade brasileira originária, o que significa voltar à condição de brasileiro nato, com acesso a carreiras privativas de nato e com a proteção contra extradição restabelecida.
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"Quanto tempo faz que você adia uma decisão de carreira por causa de uma regra que já mudou?"
Com o dólar a R$ 5,35, o brasileiro que precisa reaver a nacionalidade morando fora fecha a conta em torno de R$ 1.716: R$ 95 na segunda via da certidão de nascimento em inteiro teor, R$ 430 na tradução juramentada de dois documentos estrangeiros, R$ 540 no apostilamento desses dois documentos, R$ 321 na taxa consular do passaporte brasileiro de US$ 60, R$ 120 na nova carteira de identidade emitida numa viagem ao Brasil e R$ 210 na postagem internacional registrada dos originais. O requerimento de reaquisição em si não tem taxa (cotação de 18/09/2026).
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