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A sequência abaixo cobre quem mora no Brasil, ainda não tem oferta italiana na mão e pretende chegar ao dia marcado com a documentação inteira pronta do lado de cá.
1. Identificar o setor com cota real no decreto, porque logística, construção civil, cuidado a idosos, mecânica pesada, hotelaria e agricultura concentram a maior parte das entradas não sazonais e sazonais.
2. Buscar a empresa italiana por canais formais, entre eles os portais da rede EURES, as agências de trabalho autorizadas pelo Ministero del Lavoro e as associações setoriais de categoria da província de destino.
3. Alinhar com o empregador o enquadramento no contrato coletivo nacional do setor, com função, jornada semanal e salário bruto anual escritos, porque o formulário do protocolo pede os três campos preenchidos.
4. Confirmar que a empresa contratou o profissional habilitado para emitir a declaração de conformidade exigida desde a reforma de 2024, passo que precisa estar resolvido semanas antes da abertura da janela.
5. Enviar ao empregador cópia do passaporte com validade superior à duração do contrato, dados completos de nascimento e endereço, para que ele preencha o formulário na fase anterior à abertura e deixe o envio pronto.
6. Acompanhar a emissão do nulla osta pelo Sportello Unico, que chega por comunicação eletrônica ao empregador e fica disponível ao consulado italiano da jurisdição do candidato no Brasil.
7. Agendar o visto nacional de trabalho no consulado italiano da circunscrição de residência, levando o nulla osta, o contrato proposto, o passaporte, o comprovante de moradia na Itália e a taxa consular.
8. Assinar o contratto di soggiorno no Sportello Unico em até oito dias corridos depois do desembarque e protocolar no mesmo prazo o pedido de permesso di soggiorno nos Correios italianos, com o kit amarelo próprio.
O passo dois é onde a maioria desiste, por um motivo sem relação com currículo. A pequena e média empresa italiana raramente publica vaga em inglês e quase nunca em português, então a busca por anúncio traduzido devolve resultado pobre. Currículo em italiano, no formato europeu, muda a taxa de resposta de maneira direta.
O passo oito tem prazo que não se negocia. Perder a janela de oito dias para o pedido de permesso di soggiorno coloca a permanência em situação irregular mesmo com visto válido no passaporte, porque o visto autoriza a entrada e o permesso autoriza a estadia. A entrega do kit amarelo gera um recibo que já vale como comprovante de regularidade enquanto o cartão físico não sai.
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O nulla osta emitido tem validade de seis meses para o pedido de visto no consulado. Passado o prazo sem o agendamento consular, a autorização caduca, a cota conquistada no dia marcado se perde e o processo recomeça na janela seguinte.
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A conta brasileira até o cartão na mão cabe em cinco linhas. O visto nacional italiano de trabalho custa € 116 no consulado, o kit postal do permesso di soggiorno sai por € 30, a estampilha fiscal exigida no pedido custa € 16, a emissão eletrônica do documento custa € 30,46 e a contribuição estatal do permesso de dois anos soma € 80. Do lado brasileiro, a tradução juramentada dos documentos pessoais fecha em R$ 600 no volume típico e o apostilamento de dois documentos custa R$ 310 em cartório. Com o euro a R$ 6,35, o candidato solteiro fecha em R$ 2.640 até o permesso protocolado, com taxa consular, kit, estampilha, emissão, contribuição, tradução e apostilamento incluídos, sem passagem aérea e sem intermediário (cotação de 08/09/2026).
"Você já sabe qual setor italiano tem cota aberta para a sua função?"
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