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A sequência abaixo cobre o brasileiro que já mora legalmente na Espanha e quer chegar ao juramento sem repetir exame nem refazer documento.
1. Contar os meses de residência legal somando os períodos de cada TIE, do primeiro dia de validade ao último, e conferir se existe buraco entre uma renovação e outra, porque buraco quebra a continuidade e reinicia a contagem.
2. Inscrever-se no CCSE pela plataforma do Instituto Cervantes, escolhendo um centro examinador e uma das convocatórias mensais, que acontecem na última quinta-feira de cada mês, sem edição em agosto nem em dezembro.
3. Estudar pelo manual público do exame, que traz as 300 perguntas de onde as 25 da prova são sorteadas, divididas entre governo e legislação, cultura e sociedade, e geografia. O resultado sai em cerca de vinte dias úteis e o diploma vale quatro anos.
4. Fazer a inscrição no DELE A2, que tem provas de compreensão de leitura, compreensão auditiva, expressão escrita e expressão oral, com datas fixas ao longo do ano e resultado em torno de três meses. O diploma não vence.
5. Pedir no Brasil a certidão de nascimento em inteiro teor e a certidão de antecedentes criminais da Polícia Federal, mandar traduzir por tradutor público juramentado e apostilar cada documento pela Convenção de Haia em cartório brasileiro.
6. Reunir do lado espanhol o certificado de empadronamento histórico da prefeitura, o certificado de antecedentes penais espanhol, o extrato da vida laboral da seguridade social e o comprovante de pagamento da taxa modelo 790, código 026.
7. Protocolar o pedido na sede eletrônica do ministério com certificado digital, anexando tudo em arquivo digitalizado, e guardar o número do expediente, que é o código pelo qual o andamento se consulta depois.
8. Acompanhar o expediente e responder a qualquer requerimento de documento complementar dentro do prazo da notificação, porque pedido parado por falta de papel volta para o fim da fila de análise.
9. Comparecer ao Registro Civil dentro de 180 dias depois da resolução favorável, prestar o juramento, declarar a manutenção da nacionalidade brasileira e solicitar na sequência o DNI e o passaporte espanhol.
O passo um derruba mais pedidos do que os exames. Renovação de TIE protocolada com atraso deixa a pessoa semanas sem cartão em vigor, e o órgão que analisa a nacionalidade lê esse intervalo como quebra da residência contínua, mesmo quando a renovação foi depois concedida.
O passo cinco tem prazo de validade escondido. Certidão brasileira em inteiro teor costuma ser aceita quando emitida há menos de três meses, então tirar o documento cedo demais obriga a tirar tudo de novo.
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Um detalhe do passo nove decide quem vira espanhol e quem fica pelo caminho: o juramento no Registro Civil não é formalidade. A resolução de concessão caduca em 180 dias sem o ato, e a Espanha não avisa por carta nem por telefone. O relógio corre a partir da notificação eletrônica, que muita gente só lê semanas depois.
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"Quantas portas do seu mercado continuam fechadas por falta de um documento que você já poderia ter pedido?"
Com o euro a R$ 6,30, o brasileiro que já mora na Espanha fecha a conta da nacionalidade em torno de R$ 2.828: R$ 536 na inscrição do CCSE de 85 euros, R$ 819 na inscrição do DELE A2 de 130 euros, R$ 656 na taxa modelo 790 código 026 de 104,05 euros, R$ 95 na certidão de nascimento brasileira em inteiro teor, R$ 60 na certidão de antecedentes da Polícia Federal, R$ 430 nas duas traduções juramentadas, R$ 270 nos dois apostilamentos e R$ 322 no DNI e no passaporte espanhol emitidos depois do juramento (cotação de 19/09/2026).
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