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III A ROTA
Do consulado paulistano ao cartão de Seul
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A sequência abaixo serve ao brasileiro neto ou filho de coreano que quer morar e trabalhar na Coreia do Sul.
• Montar a árvore da família com nome, data e local de nascimento do antepassado coreano.
• Pedir o registro de família do antepassado pelo consulado ou por parente na Coreia.
• Reunir as certidões brasileiras de nascimento e de naturalização das gerações seguintes.
• Apostilar cada certidão em cartório e mandar traduzir para o coreano.
• Tirar a certidão de antecedentes criminais no site da Polícia Federal, também apostilada.
• Agendar atendimento no Consulado-Geral da Coreia em São Paulo, ou na Embaixada em Brasília, e entregar a pasta com o passaporte.
• Viajar com o visto colado no passaporte e entrar pela imigração de Incheon.
• Fazer a declaração de residência em até 90 dias no escritório de imigração da região.
A declaração de residência (geoso singo, em coreano) gera o cartão de residente do coreano do exterior. O documento abre conta em banco, contrato de celular e cadastro em sites que exigem identificação local.
O seguro saúde público entra na conta depois de seis meses de estada. O National Health Insurance Service (NHIS, o serviço nacional de seguro saúde) inscreve o estrangeiro de ofício, e a mensalidade sai descontada do salário quando há vínculo com empresa.
A renovação acontece no mesmo escritório de imigração. O titular leva o passaporte, o cartão de residência e o comprovante de endereço, e a nova estada pode chegar a mais três anos.
O fuso entra no planejamento de quem mantém cliente no Brasil. Seul fica 12 horas à frente de Brasília, e a reunião das nove da manhã em São Paulo cai às nove da noite em Pangyo.
O brasileiro conta com a Embaixada do Brasil em Seul para emissão de documentos, procuração e orientação em caso de perda de passaporte. O registro consular no posto facilita a renovação do passaporte sem voltar ao Brasil.
Quem pensa em ficar de vez tem uma porta adiante. Depois de anos de F-4, o descendente pode pedir o F-5 (visto de residência permanente), com exigência de renda e de tempo de estada no país.
“Seu avô coreano aparece em algum registro de família em Seul?”
O cartão de residência do coreano do exterior custa 30.000 wons, cerca de R$ 117 a R$ 0,0039 por won, com a emissão do cartão incluída e a taxa consular do visto à parte (cotação de 20/10/2026).