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A sequência abaixo cobre o descendente que mora no Brasil e pede o potwierdzenie posiadania obywatelstwa polskiego (confirmação de posse da cidadania polonesa).
1. Localizar o registro de batismo ou de nascimento do antepassado na paróquia ou no arquivo estatal polonês, com o nome da aldeia e da comuna.
2. Reunir as provas de vínculo com a Polônia depois de 1920: passaporte polonês emitido após a independência, registro consular, documento militar ou anotação nos livros de população.
3. Pedir ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a certidão negativa de naturalização do antepassado, que prova que ele não pediu a nacionalidade brasileira.
4. Juntar as certidões brasileiras de nascimento e casamento de cada geração, em inteiro teor, traduzidas por tradutor juramentado inscrito na Polônia.
5. Protocolar o pedido no consulado polonês, que o envia ao wojewoda (o governador da província) da Mazóvia, em Varsóvia, responsável por quem nunca morou no país.
6. Com a decisão positiva, pedir a transcrição da certidão de nascimento no USC (o cartório de registro civil polonês), receber o PESEL (o número de identificação civil polonês) e solicitar o passaporte.
O prazo de resposta raramente segue o que a lei administrativa promete. O escritório da Mazóvia recebe pedidos de descendentes do mundo inteiro, e a decisão costuma levar bem mais que os meses previstos no papel.
Quando a corrente se parte, sobram dois caminhos. O primeiro é a Karta Polaka (o cartão do polonês), dada a quem prova um dos pais ou avós poloneses, ou dois bisavós, fala polonês básico e declara pertencer à nação; ela dá acesso à residência permanente e abre a naturalização.
O segundo é a restauração da cidadania, prevista na lei de 2009 para quem a perdeu antes de 1999. Ela vale só para a pessoa que perdeu, ainda viva, e não socorre o descendente cujo bisavô se naturalizou.
Quem chegou ao Brasil antes de 15 de novembro de 1889 enfrenta um ponto a mais. A Constituição de 1891 fez brasileiro todo estrangeiro que morava no país na Proclamação da República e não recusou a nacionalidade em seis meses, a chamada grande naturalização, e o wojewoda decide caso a caso se ela quebrou a corrente.
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Na cidadania polonesa, quem decide o pedido é o papel mais velho da gaveta da família.
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"Em que ano o seu bisavô polonês assinou o primeiro papel brasileiro?"
As taxas polonesas somam 248 złotys (a moeda polonesa): 58 da confirmação, 50 da transcrição da certidão e 140 do passaporte de adulto. Com o złoty a R$ 1,47, a conta fecha em R$ 365 por pessoa, sem tradução juramentada, sem busca em arquivo e sem correio internacional (cotação de 30/09/2026).
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