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O pedido anda numa ordem fixa, e as três primeiras etapas ficam com o empregador americano.
1. O empregador registra a oferta na agência estadual de emprego, de 60 a 75 dias antes do início do trabalho.
2. Pede a certificação de trabalho temporário ao Departamento do Trabalho, pelo formulário ETA-9142A.
3. Com a certificação, protocola o formulário I-129 no Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS).
4. O trabalhador tira o passaporte na Polícia Federal.
5. Preenche o formulário DS-160, o pedido de visto online.
6. Paga a taxa consular e agenda a entrevista.
7. Faz a entrevista e entra nos EUA até sete dias antes do início do contrato.
A entrevista acontece no consulado americano em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Porto Alegre ou em Recife, ou na embaixada em Brasília. O agente consular pode conduzir a conversa em português.
Na pasta, Rafael leva o passaporte, a confirmação do DS-160, o número do pedido aprovado no USCIS e a cópia do contrato com o pomar. Comprovantes de vínculo com o Brasil, como casa, família e terra, ajudam a mostrar que ele vai voltar.
O consulado coleta as digitais no dia da entrevista. O passaporte volta pelo correio ou por ponto de retirada, com o visto colado numa das páginas.
Na fronteira americana, o agente de imigração confere o visto e registra a entrada. O prazo de permanência vai até o fim do contrato, com alguns dias a mais para a viagem de volta.
Quem encontra uma vaga pela internet confere o número do pedido no portal SeasonalJobs.dol.gov antes de mandar qualquer documento. Vaga sem registro no portal não tem certificação.
O calendário das temporadas acompanha a fruta e o grão. A maçã de Washington vai de agosto a novembro, o mirtilo da Geórgia começa em abril, e a colheita de trigo nas Grandes Planícies anda do Texas a Dakota do Norte entre maio e setembro.
“Qual temporada americana caberia hoje no seu calendário?”
A pasta de Rafael sai por cerca de R$ 1.700, com passaporte da Polícia Federal, taxa consular de US$ 205 e ônibus de Rio Verde a São Paulo para a entrevista; a taxa e a passagem aérea voltam a ele pelo pomar na metade do contrato, e a moradia na temporada sai a zero (cotação de 31/10/2026).
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