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A sequência abaixo cobre o brasileiro com curso técnico concluído, oferta de emprego de empresa austríaca e vontade de saber o resultado antes de pedir demissão no Brasil.
1. Rodar a calculadora de pontos no portal oficial de migração austríaco com a idade, a formação, o tempo de serviço e o nível de idioma que o candidato consegue comprovar com papel, nunca com o que pretende ter no fim do ano.
2. Conferir o ofício na portaria do ano em curso e nas nove listas estaduais, e localizar a vaga no estado onde o ofício aparece, porque a lista regional só vale para trabalho executado naquele estado.
3. Fechar a oferta de emprego por escrito com função, jornada, salário mensal bruto e duração, e comparar o salário com a tabela do acordo coletivo do setor antes de assinar.
4. Fazer o exame de alemão no nível A2 num centro credenciado de Goethe-Institut ou ÖSD no Brasil, porque os 10 pontos do idioma resolvem a maioria dos casos que param em 45.
5. Traduzir por tradutor juramentado e apostilar diploma, histórico escolar, certidão de nascimento e comprovantes de tempo de serviço, guardando os originais para a conferência no consulado.
6. Protocolar o pedido no consulado da Áustria em São Paulo ou pelo empregador na autoridade de imigração do estado austríaco, com o formulário assinado pelas duas partes.
7. Aguardar o parecer do serviço público de emprego sobre a vaga e o salário, que corre em paralelo à análise de residência e responde pela maior parte do tempo de espera.
8. Receber o visto D para entrada, desembarcar, registrar endereço na prefeitura em até três dias úteis e retirar o cartão físico na autoridade de imigração depois da coleta de digitais.
O passo dois evita a perda maior. Descobrir que o ofício saiu da portaria federal em janeiro permite redirecionar a busca de vaga para o estado que ainda o lista, sem desmontar o plano inteiro.
O passo quatro rende mais do que parece. Certificado A2 custa menos que a tradução juramentada de um histórico escolar e entrega a mesma quantidade de pontos que dois anos de experiência registrada.
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Prazo de análise não é fixo. A autoridade austríaca trabalha com até oito semanas para o pedido completo, contadas do protocolo, e o relógio para toda vez que falta documento. Pedido com tradução sem apostila volta para complementação e recomeça a contagem, o que transforma oito semanas em cinco meses no caso comum.
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Com o euro a R$ 6,35, a mudança de um profissional técnico solteiro fecha em torno de R$ 26.400: cerca de R$ 760 nas taxas do cartão e do visto, R$ 1.900 em tradução juramentada e apostilamento de cinco documentos, R$ 1.450 no exame de alemão A2, R$ 420 no passaporte brasileiro, R$ 5.400 na passagem de ida São Paulo a Viena em classe econômica, R$ 9.500 em aluguel do primeiro mês com depósito de dois meses num quarto de apartamento compartilhado em Viena e R$ 6.970 de reserva para os 45 dias até o primeiro salário cair. Fora dessa quantia fica o seguro de saúde, que passa a ser público e descontado em folha assim que o contrato começa (cotação de 16/09/2026).
"Quantos pontos o seu certificado técnico somaria hoje, com a idade que você tem no passaporte?"
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