In partnership with

Trabalhar no Exterior   Trabalhar no Exterior
ED 032
{{subiu_orn | }} {{subiu_num | }} {{subiu_orn | }}

{{subiu_caps | }}

{{subiu_linha | }}

Os 55 pontos que abrem a Áustria

O cartão vermelho-branco-vermelho aceita formação técnica no lugar do diploma, e a lista de ofícios em falta muda todo ano por portaria.

Fachada da agência federal de mobilidade de trabalho no Opernring, em Viena.

Onde a Áustria conta os pontos de quem chega

 

O número 3 do Opernring fica a 171 metros acima do nível do mar, a quatrocentos metros da Ópera de Viena, no anel de avenidas que cerca o centro histórico. No prédio funciona a agência federal de atração de investimento e de mão de obra estrangeira, a mesma que mantém o balcão Work in Austria. Da janela do segundo andar se vê o tráfego do Ring e a fila de bondes amarelos, e lá dentro a pergunta que chega por email todo dia vem do mesmo lugar: quantos pontos eu tenho.

A Áustria concede residência e trabalho ao profissional estrangeiro de fora da União Europeia por um documento único, a Rot-Weiß-Rot Karte, cartão vermelho-branco-vermelho, batizado com as cores da bandeira austríaca. Ele reúne moradia e autorização de trabalho num só papel, some com a necessidade de um segundo pedido na autoridade de imigração e vale 24 meses no primeiro deferimento.

O cartão tem portas separadas por perfil de candidato, e a porta mais usada por brasileiro com curso técnico se chama Fachkraft in Mangelberufen, profissional qualificado em ofício com escassez. Ela cobra 55 pontos numa escala que vai até 90 e não exige diploma universitário: formação profissional concluída no ofício listado entrega a maior fatia da pontuação sozinha.

A lista de ofícios com escassez sai por portaria do Ministério do Trabalho e Economia da Áustria e é revista a cada ano, com vigência começando em janeiro. Ela nasce de uma conta pública de oferta e procura por ofício, tem uma versão nacional e versões por estado, e um mesmo ofício pode estar fora da lista federal e dentro da lista da Caríntia ou da Estíria.

Quais pontos cada critério entrega, quanto de salário o pedido precisa ter escrito no contrato e onde a formação técnica vale mais que o diploma abrem a primeira parte da edição de hoje.

Continue lendo ↓

 
 

I  A REGRA

Cinquenta e cinco pontos numa escala de noventa

A pontuação do profissional qualificado em ofício com escassez soma no máximo 90 pontos, distribuídos em cinco critérios: qualificação, experiência de trabalho, idioma, idade e estudo feito na Áustria. A linha de corte fica em 55, e qualquer combinação que a alcance serve, sem nota mínima obrigatória em critério nenhum.

A qualificação vale até 30 pontos e carrega a conta. Formação profissional concluída no ofício que está na lista, o equivalente austríaco ao curso técnico brasileiro com certificado e carga horária comprovada, entrega os 30 cheios. Diploma de curso superior na mesma área entrega 20. Quem terminou o ensino médio e aprendeu o ofício na prática, sem certificado, não pontua nesse critério e precisa somar os 55 nos outros quatro, o que raramente fecha.

A experiência de trabalho vale até 20 pontos, contados por tempo de serviço documentado no ofício. Tempo trabalhado dentro da Áustria pesa mais por ano que tempo trabalhado fora, e carteira assinada brasileira com função registrada resolve a comprovação melhor que carta de recomendação em papel timbrado.

A idade é o critério que fecha mais candidatos e o único que ninguém melhora com esforço: até 30 anos completos entrega 20 pontos, até 40 entrega 15, e a partir dos 41 o candidato começa 20 pontos atrás do concorrente mais novo. Quem passou dos 40 precisa de qualificação cheia, idioma e experiência longa para chegar aos 55.

O ALEMÃO QUE VALE DEZ

O critério de idioma vale até 10 pontos e aceita alemão ou inglês, com certificado de exame reconhecido. Alemão no nível A1 entrega 5 pontos, o nível A2 entrega os 10, e inglês no nível B1 entrega 5. O teto não muda se o candidato apresentar os dois certificados: a soma do critério para nos 10.

Estudo feito na Áustria vale 10 pontos e cobre quem cursou parte do ensino superior ou da formação profissional em instituição austríaca, mesmo em intercâmbio de um semestre com histórico emitido lá.

“O cartão vermelho-branco-vermelho é concedido a trabalhadores de países terceiros qualificados que atinjam a pontuação mínima do seu perfil e apresentem uma oferta de emprego vinculante correspondente à qualificação.”

Ministério do Trabalho e Economia da Áustria, guia oficial da Rot-Weiß-Rot Karte, 2024

Pontos sozinhos não bastam. O pedido só anda com oferta de emprego assinada por empregador austríaco no ofício pontuado, e o salário escrito no contrato precisa alcançar o piso do acordo coletivo do setor, o Kollektivvertrag, negociado por categoria e por estado. O serviço público de emprego confere o salário contra a tabela do acordo antes de dar parecer, e proposta abaixo do piso derruba o pedido mesmo com 80 pontos somados.

 
 

II  A VAGA

A lista que se refaz em janeiro

A lista de ofícios com escassez sai como portaria federal, a Fachkräfteverordnung, regulamento de profissionais qualificados, publicada antes da virada do ano e válida pelo ano civil seguinte. Ofício que entra em janeiro abre a porta do cartão para quem tem aquela formação; ofício que sai fecha a porta no dia 1º, sem período de transição para pedido ainda não protocolado.

O critério de entrada é uma conta de mercado de trabalho. O serviço público de emprego apura, ofício por ofício, quantos candidatos registrados existem para cada vaga aberta no país. Ofício com menos de um candidato e meio por vaga, medido na média do ano anterior, entra na lista federal. O cálculo usa registro administrativo de vaga e de desemprego, não pesquisa de opinião com empresário.

Existe um segundo andar. Cada um dos nove estados austríacos publica a própria lista regional, com critério de escassez um pouco mais frouxo, e o ofício que consta apenas da lista da Caríntia serve para vaga localizada na Caríntia. Soldador que não acha o próprio ofício na portaria federal costuma achá-lo em duas ou três listas estaduais.

O QUE COSTUMA APARECER NA PORTARIA

As portarias recentes reúnem ofícios de manutenção e de construção pesada, entre eles torneiro mecânico, fresador, soldador, técnico de refrigeração, eletricista industrial, técnico de manutenção de máquinas agrícolas e telhadista. Ao lado deles entram enfermeiro diplomado, técnico de radiologia, fisioterapeuta e cuidador de idoso com formação reconhecida, além de programador, analista de banco de dados e engenheiro de estrutura.

O ofício de cozinheiro aparece e desaparece conforme a temporada de turismo do estado. Quem se apoia num ofício de fronteira precisa olhar a portaria do ano em curso, porque a versão anterior não vale para pedido novo.

Formação brasileira de escola técnica pública, com certificado de curso de mil e duzentas horas ou mais, costuma ser aceita como formação profissional concluída para efeito de pontuação, desde que o diploma traga a carga horária, as disciplinas e o registro do órgão de educação. O documento vai traduzido por tradutor juramentado e apostilado pela Convenção de Haia, e o custo do par tradução mais apostila é a menor despesa do processo inteiro.

O empregador também tem trabalho na etapa. Ele precisa registrar a vaga no serviço público de emprego e assinar o formulário de pedido junto com o candidato, porque o parecer de mercado de trabalho examina a vaga concreta, o salário oferecido e a compatibilidade entre o ofício da lista e a função descrita no contrato.

A função escrita no contrato manda mais que o nome do cargo interno da empresa. Candidato com formação de soldador contratado como auxiliar de produção recebe parecer negativo, porque a descrição não corresponde ao ofício que rendeu os 30 pontos. Ajustar o texto do contrato antes do protocolo custa um email ao setor de pessoal e evita meses de espera.

 

Quem banca a edição de hoje

Keep up with marketing in 5 minutes

TLDR Marketing is the free daily email with summaries of the most interesting stories in growth, martech, and digital marketing. The tactics worth stealing, minus the digging through LinkedIn.

Every issue is curated by subject-matter experts and lands in your inbox before your morning coffee. A 5-minute read, and you walk into the day already knowing what your competitors are still figuring out.

We cover the channels that move your numbers: paid, SEO, email, social, and ecommerce. Whether you work in B2B or B2C, in-house or agency-side, pick the stories that match your work.

Free, daily, and read by 330K+ marketers. Subscribe for free and let someone else do the digging.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  A ROTA

Do formulário austríaco ao cartão no bolso

A sequência abaixo cobre o brasileiro com curso técnico concluído, oferta de emprego de empresa austríaca e vontade de saber o resultado antes de pedir demissão no Brasil.

1. Rodar a calculadora de pontos no portal oficial de migração austríaco com a idade, a formação, o tempo de serviço e o nível de idioma que o candidato consegue comprovar com papel, nunca com o que pretende ter no fim do ano.

2. Conferir o ofício na portaria do ano em curso e nas nove listas estaduais, e localizar a vaga no estado onde o ofício aparece, porque a lista regional só vale para trabalho executado naquele estado.

3. Fechar a oferta de emprego por escrito com função, jornada, salário mensal bruto e duração, e comparar o salário com a tabela do acordo coletivo do setor antes de assinar.

4. Fazer o exame de alemão no nível A2 num centro credenciado de Goethe-Institut ou ÖSD no Brasil, porque os 10 pontos do idioma resolvem a maioria dos casos que param em 45.

5. Traduzir por tradutor juramentado e apostilar diploma, histórico escolar, certidão de nascimento e comprovantes de tempo de serviço, guardando os originais para a conferência no consulado.

6. Protocolar o pedido no consulado da Áustria em São Paulo ou pelo empregador na autoridade de imigração do estado austríaco, com o formulário assinado pelas duas partes.

7. Aguardar o parecer do serviço público de emprego sobre a vaga e o salário, que corre em paralelo à análise de residência e responde pela maior parte do tempo de espera.

8. Receber o visto D para entrada, desembarcar, registrar endereço na prefeitura em até três dias úteis e retirar o cartão físico na autoridade de imigração depois da coleta de digitais.

O passo dois evita a perda maior. Descobrir que o ofício saiu da portaria federal em janeiro permite redirecionar a busca de vaga para o estado que ainda o lista, sem desmontar o plano inteiro.

O passo quatro rende mais do que parece. Certificado A2 custa menos que a tradução juramentada de um histórico escolar e entrega a mesma quantidade de pontos que dois anos de experiência registrada.

Prazo de análise não é fixo. A autoridade austríaca trabalha com até oito semanas para o pedido completo, contadas do protocolo, e o relógio para toda vez que falta documento. Pedido com tradução sem apostila volta para complementação e recomeça a contagem, o que transforma oito semanas em cinco meses no caso comum.

Com o euro a R$ 6,35, a mudança de um profissional técnico solteiro fecha em torno de R$ 26.400: cerca de R$ 760 nas taxas do cartão e do visto, R$ 1.900 em tradução juramentada e apostilamento de cinco documentos, R$ 1.450 no exame de alemão A2, R$ 420 no passaporte brasileiro, R$ 5.400 na passagem de ida São Paulo a Viena em classe econômica, R$ 9.500 em aluguel do primeiro mês com depósito de dois meses num quarto de apartamento compartilhado em Viena e R$ 6.970 de reserva para os 45 dias até o primeiro salário cair. Fora dessa quantia fica o seguro de saúde, que passa a ser público e descontado em folha assim que o contrato começa (cotação de 16/09/2026).

"Quantos pontos o seu certificado técnico somaria hoje, com a idade que você tem no passaporte?"

 
 
 

Ebook + app · Trabalhar no Exterior

Capa do ebook

o ebook

ensina

+
O app no celular

o app

treina

Portugal sem Assessoria, no ebook e no app.

📖O ebook ensina: O protocolo papel por papel do extrato à marcação no consulado, com valor oficial e data de consulta.
📱O app treina: 1 etapa por dia no celular, marcado e anotado. Atrasou, o plano espera.
 
Quero o ebook + app →
 
Quiz da edição

No cartão vermelho-branco-vermelho, quantos pontos a formação profissional concluída no ofício listado entrega no critério de qualificação?

A55 pontos
B20 pontos
C30 pontos
D10 pontos

Veja o ranking de quem mais acerta 

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

🛂🛂🛂🛂🛂  ótima 🛂🛂🛂🛂  boa 🛂🛂🛂  ok 🛂🛂  ruim 🛂  péssima
 
Recomendação de Newsletter
Viver de Blog

Viver de Blog

Uma técnica por dia num dos quatro pilares, com o número pra olhar depois. Todo dia às 07:30 no seu email.

Quero receber 

 
Sua jornada
🔥 {{streak_atual | 0}} recorde
{{streak_recorde | 0}}

{{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}}

sua patente

{{rank_simbolo | ◆}} {{rank_nome | Aprendiz}}

 

faltam {{xp_falta | 5}} de ouro pra {{rank_prox | próxima patente}}

{{edicoes_lidas | 1}}
edições
{{cliques | 0}}
cliques
{{avaliacoes_feitas | 0}}
avaliações
{{moedas | 0}} de ouro na carteira 🏪 loja e missões no hub
{{streak_cta | Começar minha ofensiva}}
 
Escolha a próxima edição

Qual edição você quer ver?

1 toque vota. A pauta vencedora vira uma próxima edição.

Voto aberto até 19/09, 15h30

A Via rápida finlandesa
B Emenda Constitucional 131
C Nacionalidade espanhola em dois anos
D Green List neozelandesa
 
 
 

Boa rota.

Trabalhar no Exterior

TRABALHAR NO EXTERIOR

Sua rota pra viver e trabalhar fora

💬 WhatsApp·📣 Anuncie·✍️ Newsletter