|
O trabalho que determina o resultado do pedido acontece no Brasil, meses antes de qualquer contato com o sistema espanhol, e é quase inteiramente cartorial. A sequência abaixo cobre o caminho de quem tem diploma brasileiro de graduação e pretende protocolar de fora da Espanha, sem viajar para entregar papel.
1. Confirmar na lista oficial se a profissão pretendida é regulada na Espanha, porque essa resposta define se o pedido é de homologação ou de declaração de equivalência, e o erro aqui custa seis meses.
2. Solicitar na universidade brasileira o diploma e o histórico escolar completo com carga horária por disciplina, além do programa das disciplinas cursadas, que é o documento que a comissão avaliadora lê para medir diferença de conteúdo.
3. Apostilar cada documento pela Convenção de Haia em cartório brasileiro habilitado, conferindo se a apostila saiu no diploma, no histórico e no programa, e não apenas no diploma.
4. Contratar tradução juramentada para o espanhol de todos os documentos apostilados, incluindo o texto da própria apostila, que também precisa constar da tradução.
5. Obter o Número de Identidad de Extranjero ou o número de passaporte válido para identificar o requerente no sistema, e cadastrar certificado digital ou Cl@ve para assinar o formulário eletrônico.
6. Preencher a solicitação na sede eletrônica do ministério, escolhendo a categoria correta do pedido e o título espanhol de referência quando se tratar de homologação.
7. Pagar a taxa pelo modelo 790 com o código correspondente ao tipo de pedido e anexar o comprovante ao processo, porque solicitação sem taxa paga fica parada sem sequer iniciar a contagem do prazo.
8. Acompanhar a caixa de notificações eletrônicas semanalmente e responder qualquer requerimento de documento no menor tempo possível, já que cada dia de demora é dia de prazo suspenso.
O passo dois derruba mais pedidos que todos os outros juntos. Histórico sem carga horária discriminada impede a comparação com o plano de estudos espanhol, e o ministério devolve exigência pedindo o documento completo, o que congela o processo até a universidade brasileira emitir a versão correta.
O passo quatro tem armadilha de custo. Tradução juramentada se cobra por lauda, e um histórico de curso de cinco anos com programa de disciplinas rende dezenas de laudas, o que faz a tradução custar mais que a taxa oficial do pedido em quase todos os casos.
|
Homologação e equivalência valem para todo o território espanhol, mas o exercício da profissão regulada depende do colégio profissional da comunidade autônoma. A resolução vem do governo central; a autorização de trabalhar vem da comunidade onde a pessoa mora, e as duas etapas somam tempo que ninguém conta no planejamento inicial.
|
A conta brasileira do preparo cabe numa planilha curta e não guarda surpresa. A taxa oficial do pedido é de 165,58 euros, a apostila em cartório sai por R$ 155 por documento e são três documentos, a tradução juramentada de diploma, histórico e programa fecha em R$ 2.400 no volume típico de uma graduação de cinco anos, e a emissão do histórico com carga horária custa R$ 90 na universidade. Com o euro a R$ 6,35, o requerente solteiro fecha em R$ 4.006 até o protocolo, com taxa, apostilamento, tradução e emissão incluídos, sem passagem e sem assessoria (cotação de 06/09/2026).
"Você já confirmou se a profissão que pretende exercer na Espanha é regulada ou não?"
|